quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Aniversario de Rosonaldo Rangel integrante do MC Caveirao do Asfalto de Caico, RN durante o final de semana passado



Advinha quem é!!!! Minha prima

Proximos eventos!!!! Programem-se!!!







Raia do absurdo Com velocidade máxima de 320 km/h, a Suzuki Hayabusa chega a um limite inimaginável


A Suzuki GSX-R 1300 tem o nome de batismo inspirado numa ave de rapina: o falcão hayabusa. Segundo os ornitólogos, esta é a ave mais veloz do mundo e sua refeição predileta são outras aves. Quer dizer: o departamento de marketing da Suzuki batizou essa moto de Hayabusa querendo dar a entender que ela é mais veloz e vai devorar a Honda Blackbird - "pássaro preto" em inglês, testada em Autoesporte no 394. O pior (para a Honda) é que conseguiram.

Existe uma cultura estranha entre os motociclistas. A velocidade é a característica mais importante para julgar o nível de sedução de uma moto. Isso explica essa disputa pela moto de série mais veloz do mundo. E vem mais por aí, porque a Kawasaki já preparou a ZX-12 Ninja, que promete ser ainda mais veloz. Segundo fontes oficiais, ela até agora não foi lançada porque era preciso desenvolver rodas e pneus de medidas absurdas.

Como é andar de moto a 300 km/h? É mais ou menos como ser sugado por um gigantesco aspirador de pó. A visão periférica fica tão apertada quanto num canudo, a respiração quase pára, o som do vento no capacete fica tão alto - apesar da carenagem - que o ronco do motor vai sumindo e preciso controlar as rotações pelo conta-giros. O medo deixa de ser uma sensação imaginária e torna-se bem real e presente. Não dá para evitar pensamentos como "e se quebrar esta roda?" Para evitar esse tipo de temor, volto minha mente para as características desta deliciosa Supersport Touring.
Eletrônica
Para receber o cetro de moto mais veloz do mundo, a Suzuki produziu um motor de quatro cilindros em linha, refrigerado a líquido, com 1.298 cm3, que desenvolve potência de 172,6 cavalos a 9.800 rpm. Sua principal característica é a fluidez, também conhecida como distribuição de potência, capaz de levar o motor, em sexta marcha, dos 2.000 até 11.500 rpm sem sinais de indecisão. Outra faceta deste propulsor é a rapidez com que sobe de giros, como se fosse um dois-tempos. Traduzindo: é um motor agradável, que dá muito prazer de pilotar, tanto numa pista como nas ruas.

Volto o pensamento para dentro da carenagem. Esta Suzuki tem um estilo bem particular. Dizer se é feia ou bonita é um julgamento que deixo para você, leitor, mas posso adiantar que ela foi inteiramente desenvolvida em túnel de vento, recebendo um estudo aerodinâmico voltado para altas velocidades.
Felizmente pude comprovar isso na prática, porque mesmo acima de 300 km/h a frente fica tão presa ao chão que pareço estar caminhando sobre trilhos. A preocupação com a penetração aerodinâmica tem mais uma finalidade: melhorar o sistema de alimentação. O ar é captado na frente da carenagem, ao lado dos piscas, e pressurizado por meio de tubos até a caixa de filtro de ar sob o tanque. Quanto maior for a velocidade de passagem do ar, melhor será a "respiração" do motor, resultando em mais potência.

Para colocar as tomadas de ar no ponto de maior pressão aerodinâmica, foi preciso criar um farol de formato esquisito, que deixou a Hayabusa com cara de ciclope. As lâmpadas halógenas com lentes de aumento fazem muito bem o papel de iluminar o caminho. A eletrônica está presente na alimentação e ignição, tudo gerenciado por uma central que "lê" parâmetros climáticos e do motor para injetar a quantidade ideal de mistura em cada cilindro e na hora certa. Cada cabo das velas conta com uma bobina integrada. Aliás, este sistema está cada vez mais comum nas motos esportivas.


Doce delírio

Não sei quanto tempo fiquei acima de 300 km/h, porque a noção de tempo fica esmaecida, mas chegou o momento de frear. O que existe de mais potente em termos de freios está instalado na Hayabusa: são dois discos enormes de 320 mm na frente, "mordidos" por pinças de três pistões contrapostos. Na traseira, apenas um disco simples, pois o freio posterior é pouco usado nessas grandes e pesadas (215 kg) esportivas.
A suspensão dianteira é por garfo invertido. Esta tecnologia funciona muito bem nas pistas, onde o asfalto é liso como um carpete, mas para uma moto de uso urbano-estradeiro isso representa respostas muito rápidas dos amortecedores. O sacrifício de parte do conforto é largamente compensado na hora que chegam as curvas. É difícil fazer comparações porque as motos - assim como os carros - estão cada dia mais parecidas, mas posso garantir que a Suzuki Hayabusa apresenta-se um pouco mais estável que sua concorrente direta, a Honda Blackbird. A líder mundial preferiu investir mais no conforto.

Pode-se pilotar a Hayabusa como se fosse uma esportiva, e isso ficou evidente quando fomos para Interlagos fazer as fotos destas páginas. Nas primeiras passagens até me assustei com a facilidade com que ela reage prontamente aos comandos e abusei da largura do pneu traseiro (190/50-17). Na saída da curva, adiantei o ponto de aceleração até sentir a traseira escorregar e recuperar a aderência. Fiz isso várias vezes para ver se o fotógrafo conseguiria registrar uma derrapagem controlada. Mas o juízo recomendou parar com essas brincadeiras - afinal, estava montado num brinquedo de R$ 33.900 e não lembrava de o pessoal da Suzuki ter comentado qualquer coisa sobre seguro!

Com uma geometria de suspensão e ciclística impecáveis, a Hayabusa consegue a proeza de dispensar o amortecedor de direção. Pode-se acelerar com vontade que a frente fica lá, "quietinha da silva"... E quando falo acelerar, isso significa fazer de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos! Mesmo com todo esse desempenho, a Hayabusa é econômica, chegando a fazer até 18 km/litro.

Quanto a pilotar a 300 km/h, resta apenas uma perguntinha: para que uma moto que corre tanto se a Polícia Rodoviária espalhou radares por tudo que é estrada?

Moto e segurança no trânsito? É possível ou não?


É muito comum alguém vir me perguntar “Mas não é muito perigoso?” quando eu falo que ando de Moto. Todo mundo que anda de moto algum dia na vida vai se deparar com alguém que pergunta isso. O que responder? Afinal, dá para andar de moto com segurança?

O que vemos por ai são textos e mais textos falando sobre a pilotagem segura, sobre a manutenção da moto e tudo aquilo que já estamos carecas de saber. Mas a verdade é que quando alguém diz “Eu não ando de moto pois acho muito perigoso”, a melhor resposta que podemos dar é “É isso ai… Melhor você continuar andando de ônibus/carro mesmo…”
Usando moto para trabalhar
Não adianta tentar convencer um sujeito de que as Motos são seguras se ele já chega apontando os defeitos. O preconceito já é CONCEITO para ele, e mudar os conceitos de alguém é algo extremamente complicado. Além disso, você não ganha NADA em argumentar com uma pessoa assim, pelo contrário. Só perde tempo.
As motos são seguras, acontece que a segurança da moto depende muito mais do piloto, e não da moto. O piloto é responsável por sua própria integridade.
Em um carro, você entra e dirige. E o resto do mundo que se dane, não é mesmo? Afinal, você pode errar como quiser que dificilmente vai se machucar. Já na moto, a responsabilidade é grande, afinal, se você errar, dificilmente escapará sem nenhum arranhão.
Percebeu a diferença? A RESPONSABILIDADE. Na moto, você é responsável por si. No carro, não. E pouca gente está disposta a assumir essa responsabilidade. Ou pior: Pouca gente sequer tem maturidade para isso.
Então quando alguém chega em mim e pergunta “Eu queria andar de moto mas tenho medo, o que me diz?”, Eu digo “Ande de carro… Você não está pronto para uma moto.”
Mas quando a pessoa está realmente interessada em começar a andar de moto e está pronta para isso, eu dou dicas válidas. O básico do básico. Como por exemplo:

Pilote equipado

Pilote Equipado
Pilote Equipado

Por mais que você erre, dificilmente irá se machucar se estiver bem equipado. Bem equipado significa, no mínimo, um bom Capacete, uma boa jaqueta e luvas. Esses equipamentos podem muito bem ser incorporados ao dia a dia sem atrapalhar a praticidade da moto. Usar calças e botas específicas ajudam MUITO, mas são mais chatos de usar. Se puder, use. Há quem diga que “na moto o para-choque é o piloto”. Claro que é um raciocínio incorreto. Quem pilota equipado e atento não precisa de para-choque.

Pilote devagar

Está rápido demais amigão!
Está rápido demais amigão!

Se você não sente confiança na moto, então não confie ué! Pilote a uma velocidade que sabe que não vai cair. A moto pode atingir grandes velocidades, mas ela não faz isso sozinha! Só faz se você acelerar. VOCÊ determina como vai tocar a moto. A moto não é um cavalo, com vida própria e livre pensamento. A moto é uma máquina, operada por uma pessoa, e não faz nada que você não tenha solicitado. Mesmo as motos de grande cilindrada são bem comportadas em baixos regimes de rotação… Cilindrada não é desculpa pra correr.

Não pilote embriagado

Moto e bebida não combinam
Moto e bebida não combinam

Pode parecer besteira, mas não é. Grande parte dos acidentes de moto acontece porque o piloto estava bêbado. Nem de carro isso dá certo, imagine de moto! É um absurdo enorme pensar que alguém é tão idiota a ponto de fazer isso… Mas tem sim.

Não pilote com fome, nem como sono

Sanduiche
Quando você não come, seu nível de glicose no sangue fica baixo. Isso deixa seu raciocínio mais lento, assim como seus reflexos. Não pilote em jejum! Não pilote com fome! O sono também é perigoso. Se você acorda 10 minutos antes de pegar a moto para ir trabalhar, pense em mudar essa rotina. Acorde, coma, e então saia. Não vá dormir tarde no dia anterior ao dia de andar de moto.

Cuide da manutenção básica

Verifique a calibragem dos pneus
Verifique a calibragem dos pneus

A revisão da moto, se feita no cronograma sugerido pela fábrica, garante a manutenção da moto. Mas existem procedimentos que devem ser realizados muito antes das revisões. Calibrar os pneus, lubrificar a corrente de transmissão e verificar o funcionamento das lâmpadas da moto, por exemplo, são procedimentos que devem ser feitos semanalmente. Não vacile com isso, pois são procedimentos simples e que podem te livrar de muita dor de cabeça.

Afinal, é possível andar de moto com segurança?

Eu acredito que sim, é possível. Eu ando de moto a 18 anos. Já caí algumas vezes, mas nunca me machuquei sério (todo mundo cai, não se iluda achando que não). O importante é reconhecer seus limites, reconhecer seus ERROS e tentar não errar mais. Além disso, prestar atenção aos outros motoristas/Motociclistas/pedestres… Muitos acidentes podem ser evitados apenas esquivando-se de situações perigosas.
O que você acha? Dá para pilotar com segurança? Deixe seu depoimento nos comentários!

Reflexao - É possível evitar acidentes.


Segunda–feira, 8h da manhã, um motociclista sofre uma queda na estrada que liga Votorantim a Piedade. Residente em Sorocaba, ele faz esse trajeto todos os dias religiosamente. A pista esta em péssimas condições, e em decorrência disso, ele acabou caindo, a roda da moto simplesmente caiu em um grande buraco, arremessando-o na pista. Socorrido prontamente, teve apenas escoriações leves pelo corpo, pois usava jaqueta de couro e coturno (botas), mas, que ficaram danificados, mesmo estando a 50 km/h. 


Passado o susto, o motociclista subiu na moto e continuou a viagem a caminho ao trabalho, horas depois durante o horário do almoço, o motociclista retorna a Sorocaba de ônibus, visto que a moto ficou danificada, ao passar naquele mesmo local teve uma curiosa surpresa, a prefeitura estava “tapando” o buraco pivô da queda. Pasme! Apenas o local do buraco foi recapeado. Entretanto, o restante da pista continua em condições muito ruins. 


Estima-se que em cada 2 (dois) acidentes de trânsito, 1 (um) envolve pessoa alcoolizada. De acordo com um levantamento da Polícia Militar Rodoviária de São Paulo, 64% das multas nas estradas paulistas são por excesso de velocidade, sendo esta a principal causa da maioria dos acidentes. 


Muitos são os tipos causas de acidentes (colisão 54,2%, choque 25,0%, queda 16,9%, tombamento/capotamento 3,9%), segundo pesquisa recente da GST (Gerência de Segurança de Trânsito) estima-se que 46% dos acidentes com vítima, ocorre com um só veículo. Destes, os mais numerosos foram os choques, quando um veículo desgovernado bate em um obstáculo fixo, neste índice esta inserida também a “queda” de veículos de duas rodas. Outro dado é que 45% dos acidentes de moto em rodovias são “quedas”, sendo que 81% consideradas de gravidade leve. 


Será que não é o caso do nosso motociclista em questão? 


Ninguém pode afirmar que ele estava alcoolizado às 8h da manhã, não tanto pelo horário, mas porque estava indo ao trabalho, ou seja, ele se enquadra nos 45% que sofrem queda individual, com escoriações leves, sendo que em 50% dos casos a causa é a imperícia ou imprudência. 


Então podemos concluir que 50% do problema nós podemos resolver. Certo? 


Pois bem, após mais um ano de árduo trabalho dedicado a ampliação e implantação do PRAM – Programa de Prevenção de Acidentes com Motocicletas, começamos a ver alguns sinais que nos dão a certeza que estamos no caminho certo, pois conseguimos estampar no jornal, que é um poderoso veículo de mídia, uma boa notícia a respeito do motociclista. A mídia que muitas vezes erroneamente diz: “Morrem quase 03 motoqueiros por dia em São Paulo”, publicou: “Motoboy sim, mas sem cair”, fazendo referência à Condecoração do PRAM, em janeiro passado, onde um grupo de motociclistas profissionais recebeu a condecoração do programa por estar um ano sem se envolver em acidentes de trânsito, e outro grupo recebeu a condecoração por estar 06 meses sem acidentes. 




A ABRAM acompanhou 1000 motociclistas inscritos no PRAM durante um ano, sendo que apenas 3% se envolveram em acidentes, ou seja, ou 97% ficaram ilesos sem nenhum tipo de acidente de trânsito. Isso é fato. 


Enfim, para sanar aqueles 50% de culpa, estamos agindo, agora falta os 50% das condições adversas (pista, óleo, chuva, mecânica, etc) que cabe aos administradores de rodovias, vias públicas, urbanas, ou seja, não estou querendo justificar os índices que muitas vezes insistem em nos perturbar, mas também o motociclista não pode ser punido por condições que fogem ao seu controle. 


Kátia Perugini - Psicóloga 
Diretora de relacionamento da ABRAM 
Associação Brasileira de Motociclistas 


www.abrambrasil.org.br - Tel.: (11) 3338-2872 
e mail: katia@abrambrasil.org.br - msn: katia.perugini@hotmail.com