
Próximo passo para quem quer progredir no mundo moto, a categoria 250 é a que mais deve crescer nos próximos anos. E para atender a esse público que, além de usar a moto como meio de transporte, também quer fazer viagens curtas no final de semana, a Sundown trouxe a Vblade 250 para o mercado nacional.
A moto da Sundown tem muitas qualidades, porém algumas partes poderiam ter recebido uma maior atenção do fabricante. O motor é um bicilíndrico em “V” de 249 cm³, com apenas 19,5 cv a 8 mil rpm de potência – a sua principal concorrente, a [bp]Kasinski Mirage[/bp]#kasinski mirage tem 27,9 cv a 10 mil rpm declarada. O conjunto suspensão e freios estão “amarrados” a um quadro de duplo berço. Na dianteira, garfo telescópico e disco simples tipo “margarida”. Já na traseira, suspensão monoamortecida e freio a tambor.
Na parte estética, a custom da Sundown chama a atenção pelo porte e, principalmente, pela grande quantidade de peças cromadas. Os destaques ficam por conta do painel digital com hodômetro sobre o tanque de combustível, rodas de liga-leve e anteparo frontal sobre o farol. Como itens de conforto, a Vblade traz pedaleira plataformas retráteis para o piloto e um prático sissy-bar (encosto) para o garupa. Como o produto é voltado para viagens curtas, o tanque, em forma de gota, tem capacidade de 14 litros e uma boa autonomia – cerca de 380 quilômetros.
Se a dianteira recebeu muita atenção da engenharia, a traseira parece ser de outro modelo. Em vez de formas arredondadas, a Sundown optou pelos ângulos retos, ou seja, as tampas laterais, pára-lama e lanterna são “quadrados”. Agora, é conferir, na prática, o desempenho da Sundown Vblade 250.
O motor poderia ter um pouco mais de cavalaria e torque, principalmente para manobras em baixa velocidade e retomadas. Porém, em rotações mais altas e em velocidade constante, o propulsor tem bom rendimento e oferece boa economia – média de 27 Km/l. Além disso, a “motinho” é boa de curvas. O sistema de freios – disco simples e tambor – cumpre bem o seu papel. A suspensão dianteira “copia” bem as irregularidades do terreno. Já a traseira poderia ser mais firme.
Quando o motociclista sobe na Vblade tem a nítida impressão que está numa moto de maior cilindrada. Em função do guidão largo, é preciso muita atenção para transitar nos corredores formados pelos automóveis. Na estrada, a moto roda com mais desenvoltura. Ali é seu habitat. Para quem está acostumado com uma moto street vai estranhar a posição de pilotagem – sentado, em vez de montado na moto. O painel de instrumentos sobre o tanque tem um belo visual e boa iluminação noturna (azul), mas para conferir as informações, o motociclista precisa baixar a cabeça – e não somente os olhos – para verificar, por exemplo, o nível de combustível e a velocidade.
FICHA TÉCNICA
MOTOR
Tipo – OHC, bicilíndrico em “V”, Quatro tempos
Cilindrada – 249 cm³
Potência – 19,5 cv a 8 mil rpm
Torque – 1,58 Kgfm a 6 mil rpm
Transmissão – Cinco marchas
Partida Elétrica
SUSPENSÃO
Dianteira – Telescópica, 114 mm de curso
Traseira – Monochoque, 100 mm de curso
FREIOS
Dianteiro – Disco simples, 240 mm e pinça de duplo pistão
Traseiro – Tambor, 160 mm
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